Compras online: saiba quais os benefícios e principais cuidados

Segundo levantamento da Ebit/Nielsen, os e-commerces brasileiros faturaram R$ 53,2 bilhões em 2018, o que representou um aumento de 12% em relação a 2017. Já em 2019, de acordo com o relatório Webshoppers, também realizado pela Ebit/Nielsen, a expectativa é de que o comércio eletrônico fature R$ 61,2 bilhões, aumentando em 15% em comparação com o ano anterior.

Esses números mostram como as compras online, com todos os seus benefícios, vêm ganhando destaque no país. Continue conosco para entender alguns motivos para esse sucesso, além dos principais cuidados necessários para garantir a segurança de negócios na internet e os direitos assegurados ao consumidor que faz esse tipo de transação. Boa leitura!

Quais são os maiores benefícios das compras online?

São inúmeras as vantagens de comprar em lojas virtuais. Escolhemos oito delas para demonstrar os atrativos para quem prefere fazer aquisições pelo smartphone, tablet, notebook ou computador.

Comodidade

A comodidade talvez seja a vantagem mais evidente, já que o cliente não precisa se deslocar até uma loja física para adquirir o produto. Com isso, não perde tempo e evita aborrecimentos como trânsito, dificuldades de encontrar vaga de estacionamento ou transportes públicos lotados.

Praticidade

Fazer compras com alguns cliques no mouse ou toques na tela do celular e receber o pedido em casa é algo bastante simples e prático. Até mesmo o formulário de cadastro, que costumava ser uma barreira, também está perdendo a complexidade. 

Alguns e-commerces estão permitindo finalizar a compra como um usuário convidado/visitante. Isso significa que apenas os dados mínimos são requisitados, dispensando o login.

Economia

Como a atividade de uma loja virtual exige custos operacionais diferentes de uma loja convencional, as empresas que trabalham nesse regime conseguem vender os artigos a preços mais convidativos. Isso dá aos consumidores excelentes oportunidades de encontrar descontos e economizar.

Inclusive, muitos e-commerces enviam cupons para quem já é cliente, com ofertas, promoções e outras condições especiais. Campanhas em parceria com influenciadores digitais são um outro tipo de ação que está em alta — uma personalidade compartilha um benefício exclusivo que a marca decidiu oferecer para aquela audiência e, com isso, o e-commerce consegue atrair novos interessados.

Variedade de opções

Podemos observar o comércio eletrônico de marcas mais focadas em nichos específicos ou em uma variedade mais ampla de públicos, como é o caso de grandes varejistas. Em geral, ambas têm à disposição dos compradores numerosas opções de produtos em catálogo.

Possibilidade de comparar preços

Outra vantagem que as lojas virtuais dão aos seus consumidores é a possibilidade de comparar preços entre várias empresas com facilidade. Aliás, há sites especializados com serviços que vão além da comparação de preços, com funcionalidades como a visualização da variação do valor de determinado produto e alertas de preço para você ficar sabendo quando houver um desconto interessante.

Privacidade ao comprar

Há certos produtos que causam constrangimento quando precisamos falar com quem trabalha nas vendas ou mostrar a alguém para fazer o pagamento. Com as compras online, isso não acontece, já que você não tem que lidar com ninguém para adquirir aquele item e vai recebê-lo em um pacote vedado.

Vale lembrar que, por lei, todo e-commerce deve anexar a nota fiscal em um envelope plástico transparente do lado de fora da caixa. Assim, existe a chance de alguém que tiver contato com o pacote descobrir o que existe no seu interior.

Avaliações dos usuários

Mais uma vantagem que a internet traz é a chance de consultar informações úteis de pessoas que já utilizaram determinado produto e quiseram deixar sua avaliação. Ler esses depoimentos é uma forma de alinhar suas expectativas quanto àquele artigo, auxiliando a tomar a decisão de compra.

Diferentes formas de pagamento disponíveis

Boleto bancário, transferência, cartão de débito, cartão de crédito, PayPal, PicPay, PagSeguro. Essas são algumas das variadas opções disponíveis nos e-commerces, o que representa uma grande liberdade para os clientes escolherem o método mais adequado às suas necessidades.

Que cuidados é preciso ter com a segurança?

Depois da nossa lista de vantagens das compras online, é válido falarmos sobre dicas de segurança, para que suas transações com lojas virtuais aconteçam com tranquilidade e sem sustos.

Use um dispositivo de confiança

O primeiro cuidado com a segurança começa com o equipamento que você pretende utilizar. Evite usar uma máquina pública ou smartphone emprestado, assim como redes Wi-Fi de locais públicos. Lembre-se, também, de sempre manter seu antivírus e antimalware atualizados.

Verifique a reputação da empresa

A segunda medida de segurança mais básica é conhecer a reputação da empresa com a qual você pretende negociar. As perguntas a seguir são um bom guia para fazer essa verificação:

  • Qual é o CNPJ da empresa?
  • Qual é a reputação do e-commerce em sites de reclamação como o Reclame Aqui?
  • Há quanto tempo ele está em atuação?
  • Você conhece parentes ou amigos que já efetuaram uma compra nessa loja virtual?

Confira se a loja virtual tem certificados de segurança

Como as transações pela internet exigem o envio de dados pessoais, como nome completo e CPF — sem falar no número do cartão de crédito —, é fundamental que haja uma conexão segura com a loja virtual. Isso previne que pessoas mal-intencionadas consigam ler as informações se forem capazes de interceptar a comunicação entre você e o e-commerce.

Além de usar um equipamento no qual você confie, um passo importante é conferir se o site em questão tem um certificado de segurança. Para isso, verifique, na barra de endereço URL do seu navegador, se existe um cadeado ou símbolo similar que confirme que a conexão está protegida.

Analise os canais de atendimento disponibilizados pelo site

Outro aspecto para se prestar atenção são os canais de atendimento ao cliente. Quando um e-commerce deixa claros os meios para contato, normalmente é sinal de que ele se preocupa com a satisfação dos consumidores.

Por isso, pode ser interessante testar um ou mais desses canais, mesmo que seja apenas para tirar dúvidas e adquirir informações. Da mesma forma, uma checagem nas redes sociais da empresa ajuda a perceber se ela está determinada a resolver as questões dos usuários ou não.

Mantenha a senha do cartão de crédito em sigilo

As companhias de comércio eletrônico não pedem a senha do cartão de crédito para completar as operações. O número, validade, código de verificação e nome do titular são os dados necessários para transações com esse método de pagamento.

O que pode ser necessário é a confirmação por parte da operadora. Contudo, se você receber um e-mail ou outro tipo de comunicação requisitando essas informações e a sua senha, tome cuidado — tudo indica que se trata de uma fraude do tipo phishing.

Leia as políticas do e-commerce

Antes de realizar a primeira compra, pesquise no site quais são os prazos de entrega, o valor do frete e as condições para troca ou devolução. Essas informações devem estar acessíveis. Se não estiverem, desconfie.

Salve o seu histórico de compras

Por mais que as lojas virtuais costumem manter o histórico de compras do cliente, pode ser que você perca o acesso a essas informações em algum momento, por diversos motivos. Sendo assim, anote data e hora de efetuação do pagamento e guarde e-mails de confirmação de compra.

Se houver algum problema, esses dados serão fundamentais para tratar com órgãos de defesa ou iniciar uma eventual disputa.

Quais são os direitos do consumidor que faz compras online?

Seguir as dicas de segurança para evitar aborrecimentos é essencial, mas precisamos saber quais são os direitos assegurados a quem faz compras na internet. Apesar de o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ser do ano de 1990, há um decreto federal de 2013 que atualiza a lei e estabelece normas mais adequadas ao comércio eletrônico.

Vejamos alguns dos pontos mais importantes.

Direito de arrependimento

O direito de arrependimento constava no CDC antes do decreto federal de 2013 e já era válido para e-commerces porque estabelecia essa possibilidade nos casos em que a compra ocorresse fora do estabelecimento comercial. Com as novas diretrizes, o que houve foi um reforço de que as pessoas têm essa opção quando precisarem.

Ela permite que o cliente cancele a compra, desde que seja respeitado o prazo de sete dias a partir da sua efetivação ou após a obtenção do produto. Quando o fornecedor receber essa manifestação, tem a obrigação de enviar uma confirmação imediata ao consumidor. Assim, os valores devem ser devolvidos, incluindo custos de frete e outras despesas acessórias.

Dados sobre a loja virtual

Os e-commerces são obrigados a dispor dados sobre a empresa em local de destaque no site. Entre eles, podemos citar a razão social, número de inscrição (CNPJ), canais de contato e o endereço do negócio, que normalmente é um escritório, quando a companhia não tem uma loja física.

Características do produto e da entrega

As ofertas devem incluir todas as características essenciais do produto ou serviço. A lei enfatiza que também é preciso constar potenciais riscos à segurança e à saúde dos consumidores.

As exigências determinam, ainda, que o preço esteja claramente discriminado, assim como a disponibilidade; os custos com frete, seguro ou despesas adicionais; os meios de pagamento; o prazo e a forma de entrega ou método de disponibilização do bem adquirido.

Contrato de compra

O decreto aponta que o contrato de compra deve ficar disponível imediatamente após o fechamento do pedido. A partir desse momento, ele precisa ficar acessível para que o cliente possa consultá-lo a qualquer instante que desejar.

Atendimento ao cliente

O fornecedor de comércio eletrônico deve manter um serviço eficaz de atendimento, para que o cliente resolva questões desde simples dúvidas até reclamações e cancelamento do contrato de compra. Depois de colocadas essas questões, a loja virtual terá até cinco dias para encaminhar uma resposta satisfatória ao consumidor.

Se você tiver algum problema com o e-commerce depois de efetivar uma compra, o primeiro passo é tentar resolver a situação diretamente com a empresa. Uma vez que o contato não dê certo, faça a reclamação em sites especializados, como o Reclame Aqui, que já recomendamos.

Se, ainda assim, houver desrespeito aos seus direitos, e a loja virtual não resolver o problema, o ideal é acionar o PROCON. Caso nada disso leve a uma solução, será necessário recorrer à Justiça.

Como aproveitar as compras online e ainda receber dinheiro de volta?

Além de todos os pontos positivos de adquirir produtos pela internet que já vimos, existem as oportunidades de receber algum dinheiro de volta, que vêm ganhando popularidade com o termo em inglês cashback. Ele é fornecido por empresas como a Mooba, que conta com centenas de lojas cadastradas.

Funciona assim: você cria uma conta gratuita e escolhe o e-commerce parceiro em que deseja comprar. Quando o pedido for aprovado, a loja avisa a Mooba, que, por sua vez, recebe uma comissão e a reparte com o cliente na forma de cashback. Assim que o dinheiro de volta acumulado chega a um determinado valor, o resgate para a conta bancária fica disponível.

Para facilitar a identificação de lojas parceiras, a Mooba disponibiliza o plugin Economizador. Como ele instalado no navegador, o usuário consegue saber se a página em que pretende fazer compras é parceira e qual porcentagem de cashback oferece.

E as vantagens continuam! A Mooba tem cupons de desconto e ainda fornece um cartão de crédito exclusivo para quem desejar. Com ele, você ganha 1% de cashback em qualquer estabelecimento — lojas físicas, inclusive — e pode receber até 25% de volta nas compras com os sites parceiros.

Portanto, fica claro que fazer compras online tem uma série de conveniências e atrativos bastante vantajosos, como o cashback. Apesar de a segurança ser uma das maiores resistências para quem não tem o hábito de fazer pedidos pela internet, vimos que, tomando os devidos cuidados e conhecendo os seus direitos, é possível fazer transações com tranquilidade.

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